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 ÁSIA – Meu retorno ao lar!

No início de 2016 a vida me chamou a uma profunda reflexão. Tinha tudo e não tinha nada, afinal. Como poderia falar de plenitude, realização, prosperidade, vida espiritual se a minha própria vida estava um caos. Tinha uma boa vida material, um bom carro, uma boa família, a MenteNova com um estúdio montado de última geração e todo o status que alguém poderia desejar. Tinha tudo, exceto a mim.

Foi o momento de dizer para mim mesmo: vou embora, vou para casa.

Os dias se passaram e fiquei introspectivo, em profundo silêncio, com um grande susto por ter feito uma profunda descoberta. Minha casa era na Ásia. E como eu poderia ter pensado nisto? Conhecia a China e nunca me imaginei morando por lá, sempre pensei que os Estados Unidos e/ou Canadá seriam meus destinos, pois conheço bem estes países. Mas a minha visão foi forte, impactante: Venha para a Casa. Venha para a Ásia. E imaginei o Cambodja, no início. E iniciei as pesquisas, enquanto ganhava tempo para entender o que estava acontecendo comigo. Foi muito intenso este chamado. Sabia, afinal, que não teria como escapar dele… alguns meses se passaram, e a ideia foi me consumindo. Sabia que logo que tive a ideia tive a aceitação. E o meu racional logo se pôs a fazer oposição. Precisei atravessar este período. Grandes transformações ocorreriam.

Os meses se passaram e logo pude falar com a minha família, reunida à mesa. Minha esposa e meus filhos escutaram, sem dar a devida importância. “Deve estar delirando, coitado, rs”, imaginei isto em seus pensamentos. Não, eu não estava. E logo disse a eles – Isto é algo que preciso e quero fazer. E peço que se decidam se irão ou ficarão. (Não fosse assim, não me levariam a sério).

E surpreendentemente a partir daí fomos conversando a cada dia mais sobre a Ásia. Minha filha se mostrou preocupada com o ensino superior no Cambodia. A Tailândia se mostrou mais interessante – bem mais. E assim fizemos, trocamos o Cambodia pela vizinha Tailândia, que era uma opção tanto quanto o Cambodia. Se desfazer de tudo, vender bens, empresas, veículos, tudo de uma casa de 05 quartos e toda uma vida foi duro. Foram meses de preparação, ansiedade e muitas emoções, que oscilavam a cada dia de forma tão intensa quanto chegava a data do embarque. Eu iria antes, cerca de dois meses antes, para explorar a região e preparar tudo. E assim fiz. No dia 26 de novembro de 2016 tomava o avião em Guarulhos com destino à Bangkok. Estava feito. Estava voltando à casa.

Lembro das expectativas de atender ao chamado interno. Ao chegar no hotel em Bangkok, ansioso por entender o que estava reservado para minha vida. Desejando a intensidade da vida que não tinha vivido há meses, percebi uma sensação de acompanhamento e uma mensagem: “Calma, nada é para agora. Respire, viva o presente, absorva o momento”. Sim. eu estava em casa. E os meses que se seguiram representaram a minha cura, a minha reaproximação com o meu propósito de vida.

Em breve, apresentarei um conteúdo completo sobre este tema – meu período residindo em Chiang Mai, a descoberta da espiritualidade oriental (in loco) e a chegada de uma oportunidade para uma segunda casa, a Europa, tudo sincronizado e dentro de um plano maior.

É muito bom estar em conexão com a vida. As casas, na verdade, são muitas.

Gratidão.