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A mediunidade, o espírito e o suicídio

 

Quando somos levados a participar de fortes experiências como forma de aprendizado...

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Hoje presenciei uma tentativa de suicídio.

Ainda não está esclarecido nem tenho os detalhes, mas os fatos levam a crer que foi isto. Voltei bem mais cedo de um compromisso e deitei no sofá da sala. Senti frio, peguei uma manta e adormeci. Não faz frio na Tailândia e nunca durmo de dia, muito menos na sala. Minutos depois o sono profundo veio e acordei com um forte barulho. Algumas vozes falando em tailandês, em tom aflitivo. Me veio uma imagem densa nos pensamentos, tentei em vão deixar de lado e voltar a dormir. Não consegui. Fui à janela da sala e nada via. Saí e fui à garagem do prédio, em uma construção anexa e pude ver um corpo caído no chão, quatro andares abaixo. Fiquei confuso sobre o que fazer, ou até mesmo sobre o que pensar.

Escutei uma voz comandando para ir mais perto, o que nunca faço. Mesmo em acidentes sou daqueles que não diminuem a velocidade somente para ver o que ocorreu. Já parei para ajudar logo que ocorreu um acidente, mas nunca paro quando há uma ação de resgate sendo realizada. Nem olho. Não foi por curiosidade que fui. Foi por algo que precisava passar.

Tinham umas 30 pessoas próximas. Eu era uma delas. Já havia uma equipe de médicos e alguns policiais. Sem tumulto, trabalhando para retirar o homem caído. Deveria ter uns 30 anos, ou um pouco mais. Não era tailandês. Era um “gringo”, um “farang”, igual a mim por aqui. Uma jovem senhora pede minha ajuda para carregar a maca. Um policial dá sua anuência. E eu lá, de expectador à participante ativo de um resgate, há menos de dois metros do homem caído, aguardando os médicos o imobilizarem para a remoção.

O corpo retorcido no chão, com movimento parcial e fraturas expostas. O homem não chorava, não falava, nem reclamava. Estava lúcido, mas não emitia nenhum sinal, pois vivia sua apatia em relação àquela situação. Não imagino o que estava se passando na cabeça dele, apenas captava o sofrimento e as densas companhias espirituais próximas. Pude perceber com grande detalhe a grande proteção espiritual que acompanha os profissionais de resgates. Havia uma batalha espiritual ocorrendo ali em forças de vida e morte. Eu ainda estava espiritualmente fora da situação. Estava apenas em corpo. Não interagindo, mas presenciando tudo o que está envolvido numa destas questões. Situações tão complexas para a morte como para a vida, tal qual no engendramento de uma nova encarnação.

Quando levantamos a maca rumo à ambulância pude ver os olhos, pela primeira vez, do homem. Ali não tive como ficar de fora. Senti em meu corpo muitas das dores dele. Percebi a agitação e angústia de tudo aquilo e reagi de forma inconsciente emanando amor, misericórdia. Dando o que há de melhor em mim. Vibrando e doando toda a energia que possuía para afastar toda a escuridão pela luz. Isto durou alguns segundos, ou poucos minutos, até a ambulância. Cheguei emocionado, com os olhos marejados, fora de mim. E seguiram para o hospital. E eu que saíra do apartamento não somente para ver a cena mas também para ir ao mercado e almoçar, antes de saber do se tratava, levei meu plano e segui para o mercado. Não fui logo ao mercado. Sentei em um banco e fiquei a refletir por um longo tempo, enjoado.

A partir daí uma série de coisas aconteceram no meu dia para a conclusão do efeito deste episódio como uma experiência de aprendizado, para mim. Contarei tudo em detalhes em nossa próxima reunião da Escola de Médiuns, compartilhando os conhecimentos. O que posso resumir confirma o que temos dito há tempos: o aumento da sensibilidade mundial tem uma correlação com o processo de transição planetária e uma das consequências tem sido o aumento da depressão e suicídio. Informações estão chegando até nós e estamos voltados a estudar isto em todos os aspectos possíveis. Hoje foi uma aula presencial do cenário atual da humanidade. 

Se você se importa consigo e com o próximo, se se sentiu tocado por este fato, se acompanha o assunto com interesse venha estar presente conosco neste próximo domingo, dia 15/01/2017 às 10:00h – horário de Brasília.

CLIQUE AQUI e faça a sua inscrição gratuita.

Aguardo por você. Neste dia abordaremos este e outros assuntos sobre Mediunidade.

Leandro Ortolan & Amigos, Chiang Mai, Tailândia, 12/janeiro/2017

2 thoughts on “A mediunidade, o espírito e o suicídio

  1. regina.defreitas@gmail.com disse:

    Muito triste essa situação e ter de presenciá-la. Já passei por algo semelhante e a sensação é de como se somente meu corpo estive ali, como se assistisse à distância tudo em câmera lenta… Trabalhando aqui boas energias pois a coisa anda densa rsrsrs. Estaremos juntos no domingo!

  2. Leandro Ortolan disse:

    Postei algumas fotos da ocasião em meu perfil no facebook.

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